quinta-feira, 21 de abril de 2016

Peixe-Lua

Resultado de imagem para peixe luapeixe-lua (Mola molaRolim, entre outras designações) pertencente à ordem Tetraodontiformes é o mais pesado e maior peixe ósseo do mundo, podendo pesar cerca de 900 quilos e crescer 6 metros de comprimento. O peixe-lua distingue-se pela forma circular do corpo, pouco habitual nos peixes que são em geral fusiformes. Esta espécie não tem barbatanas caudais e a locomoção é feita pelo movimento conjugado das barbatanas dorsal e anal. O peixe-lua habita as zonas temperadas e quentes dos Oceanos Atlântico e Pacífico e alimenta-se de zooplancton e pequenos peixes. Por causa das grandes dimensões da barbatana dorsal, este animal é por vezes confundido com um tubarão quando observado da superfície. O peixe-lua é considerado, em algumas culturas, um petisco apetecível, mas a sua carne contém neurotoxinas em quantidades apreciáveis. Este peixe é geralmente um viveiro deparasitas tendo chegado a encontrar-se mais de cinquenta tipos diferentes de endo e exoparasitas num único exemplar. O peixe-lua é por vezes avistado a boiar na superfície dos oceanos, num comportamento que se pensa ser destinado a aquecer o corpo depois de mergulhos prolongados a grande profundidade.

Resultado de imagem para peixe luaO peixe-lua pode estar ameaçado de extinção. O Oceanário de Lisboa tem dois peixes lua no tanque central.
Bibliografia: 
https://pt.wikipedia.org/

Diabo Espinhoso


O diabo espinhoso não ultrapassa os 20 cm de comprimento. As fêmeas são maiores que os machos. A sua coloração, que eles próprios controlam, tal como o camaleão, varia entre o amarelo e o castanho-escuro, conforme o tipo de solo serve-lhe de camuflagem. Possui uma "falsa cabeça" atrás da verdadeira que utiliza para confundir os predadores. Possui espinhos cônicos por todo o corpo excepto na barriga onde são substituídos por protuberâncias.
Habita principalmente terrenos de vegetação rasteira e desertos na Austrália onde se encontra a spinifex. E é aparentado com o lagarto de chifres da América do Norte do gênero Phrynosoma, sendo este um exemplo da evolução convergente.
Tem formigas como único alimento, especialmente as do gênero Iridomyrmex. Só come uma formiga de cada vez, que captura com a sua língua pegajosa, mas pode comê-las a um ritmo de 45 por minuto. Podem comer entre 600 a 3000 só numa refeição e por dia mais de 10.000. Seus dentes são adaptados para moer o esqueleto da formiga.
Para beber ele condensa umidade existente na noite fria nas escamas e canaliza-a até à boca através de sulcos hidroscópicos existentes por entre os espinhos. O mesmo acontece em dias de chuva ou se ele encontrar uma poça.

Embora tenha o corpo coberto de espinhos cônicos, a sua extrema lentidão torna-o uma presa fácil. Os seus predadores são a abetarda, que efetua descidas rápidas sobre ele que o atordoam até o matar, e o varano. No entanto o diabo espinhoso tem algumas técnicas de defesa como enfiar a cabeça entre as patas dianteiras e mostrar a falsa cabeça que os predadores tomam por verdadeira. Se os predadores o tentarem rolar para expor a sua barriga, a zona mais desprotegida do seu corpo, o diabo contra-ataca fazendo pressão com os espinhos e com a cauda. Para assustar os predadores pode também inchar para dar a impressão de ser maior.

O acasalamento e a postura dos ovos ocorrem entre Setembro e Janeiro. São postos de 3 a 10 ovos que eclodem 3 a 4 meses depois. O diabo espinhoso atinge a maturidade aos 3 anos e crê-se que vive 20 anos em estado selvagem.
Bibliografia:
https://pt.wikipedia.org/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Golfinho-do-irrawaddy

7- 7
golfinho-do-irrawaddy ou golfinho-do-irauádi (Orcaella brevirostris) é um cetáceo encontrado em estuários e próximo à costa do Sudeste asiático.
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Subfilo:Vertebrata
Classe:Mammalia
Ordem:Cetacea
Subordem:Odontoceti
Família:Delphinidae
Género:Orcaella
Espécie:O. brevirostris
Nome binomial
Orcaella brevirostris
(Gray, 1866)
Bibliografia: https://pt.wikipedia.org/

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dragão-de-komodo

Robusto e com aparência de dinossauro, pode medir até 3 m de comprimento e pesar até 100 kg. A cor de sua pele é cinzenta e marrom. Sua dieta baseia-se em porcos selvagens (javalis), cabrasveados,búfaloscavalosmacacos, dragões-de-komodo menores, insetos e até seres humanos. Também se alimenta de carniça de animais e, com o seu faro, pode localizar uma carcaça de animal a quilômetros de distância, sendo capaz de devorá-la por completo.
Em finais de 2005, investigadores da Universidade de Melbourne concluíram que o Varanus giganteus, uma outra espécie de monitor, e Agamidae podem ser venenosos. Pensava-se que mordeduras feitas por estes lagartos propiciavam infecções por causa das bactérias presentes na boca dos animais, mas a equipe de pesquisa mostrou que os efeitos imediatos eram causados por envenenamento ligeiro. Mordeduras em dedos de humanos por Varanus varius, um dragão-de-komodo e por um Varanus scalaris foram observadas, e todas produziram resultados semelhantes em humanos: inchaço rápido no espaço de minutos, interrupção localizada da coagulação do sangue, dor fulminante até ao cotovelo, alguns sintomas durando várias horas.
Os dragões-de-komodo possuem também bactérias virulentas na sua saliva, das quais foram isoladas mais de 28 estirpes Gram-negativas e 29 Gram-positivas. Estas bactérias provocam septicemia nas suas vítimas; se uma mordidela inicial não matar a presa e ela escapar, irá normalmente sucumbir no espaço de uma semana devido à infecção resultante. As bactérias mais mortíferas na saliva destes animais parecem ser uma estirpe altamente mortífera de Pasteurella multocida, segundo estudos realizados com ratos de laboratório. Não há nenhum antídoto específico para as mordeduras de dragões, mas é normal sobreviver-se, se a área afetada for limpa e o paciente for tratado com antibióticos. Se não for tratado rapidamente, pode desenvolver-se gangrena à volta do local ferido, o que pode requerer que a área afetada seja amputada. Como estes lagartos parecem ser imunes aos seus próprios micróbios, muita pesquisa tem sido feita à procura da molécula antibacteriana na esperança que seja útil para a medicina humana.
Dragão-de-komodo ou crocodilo-da-terra (Varanus komodoensis) é uma espécie de lagarto que vive nas ilhas de KomodoRincaGili Motang e Flores, na Indonésia.2 Pertence à família de lagartos-monitores Varanidae, e é a maior espécie de lagarto conhecida, chegando a atingir 2–3 m de comprimento e 70 kg de peso.
A época de reprodução começa entre maio e agosto, e os ovos são postos em setembro. Cerca de vinte ovos são depositados em ninhos de Megapodiidae abandonados e ficam a incubar durante sete a oito meses, e a eclosão ocorre em abril, quando há abundância de insetos. Dragões-de-komodo jovens são vulneráveis e, por isso, abrigam-se em árvores, protegidos de predadores e de adultos canibais. Demoram cerca de três a cinco anos até chegarem à idade de reprodução, e podem viver até aos cinquenta anos. São capazes de se reproduzir por partenogênese, no qual ovos viáveis são postos sem serem fertilizados por machos.
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Ordem:Squamata
Subordem:Sauria
Família:Varanidae
Gênero:Varanus
Espécie:V. komodoensis
Komodo dragon distribution.gif    Varanus komodoensis6.jpg
Bibliografia:
https://pt.wikipedia.org/

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Transmissão da lepra: o risco tatu


Tatu-galinha

No sul dos Estados Unidos, 20% dos tatus da espécie estudada estão contaminados
A pós um trabalho de detetive, uma equipe internacional de cientistas parece ter solucionado um estranho enigma médico: por que dezenas de americanos contraem lepra, todos os anos, sem terem viajado a regiões onde a doença é comum? No sul dos Estados Unidos, o sequenciamento genético revelou que os seres humanos e os tatus compartilham uma bactéria em forma de bacilo que causa a lepra, ou hanseníase.
Até pouco tempo atrás, acreditava-se que a infecção – que pode ficar incubada durante anos antes de se manifestar – era transmitida de uma pessoa a outra. Mas pesquisas atuais indicam que mamíferos com carapaça, cuja temperatura corporal (32ºC) faz deles hospedeiros ideais, podem contaminar quem os manipula e cozinha. Para Richard Truman, do Programa Nacional da Doença de Hansen (EUA), há muito se desconfiava de um vínculo entre a lepra e os tatus. O risco às pessoas é reduzido – só 5% dos seres humanos são geneticamente suscetíveis à enfermidade –, mas Truman recomenda cautela. No Brasil, os tatus estão entre as carnes silvestres mais consumidas.
Bibliografia:
http://viajeaqui.abril.com.br/materias/tatu-lepra-hanseniase 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

golfinho - lacustre - chinês

Lipotes vexillifer.png Golfinho-lacustre-chinês (Lipotes vexillifer), também conhecido como BaijiGolfinho-branco ou Golfinho do Yang-Tsé, é um mamífero de água doce, da ordem Cetacea, encontrado no rio Yang-Tsé na China. É uma das quatro espécies de golfinhos de água doce restantes no mundo (tal como o Boto, na Amazônia), todas elas em sério risco de extinção.
  • Cor: possui uma coloração que vai do cinza ao rosa claro;
  • Nadadeira dorsal: muito baixa e de forma triangular;
  • Nadadeiras: arredondadas e curtas;
  • Olhos: pequenos. estes golfinhos são praticamente cegos e utilizam ondas sonoras para poder encontrar o seu alimento;
  • Dentes: têm uma média de 65 dentes em cada fila de ambas as mandíbulas.
O golfinho-lacustre-chinês foi considerado extinto em agosto de 2007, após uma busca de 6 semanas no rio Yang-Tsé, em dezembro de 2006, em que não foi encontrado nenhum espécime vivo.2 3 4 No entanto, no dia 19 desse mesmo mês, Zeng Yujiang, um morador de Tonglin, avistou um nas margens do rio e o filmou com o seu telemóvel.
Segundo a Sociedade Zoológica de Londres, caso seja confirmada a sua extinção, será o primeiro cetáceo a desaparecer como resultado direto da influência do homem.4 As causas principais de sua extinção serão a pesca abusiva (uma vez que a região carece de normas que coíbam os abusos da atividade), a navegação excessiva, a poluição e a construção de usinas hidrelétricas (incluindo a Três Gargantas), que afectaram grandemente o seu habitat natural.
Bibliografia:
https://pt.wikipedia.org/

lince - ibérico

Linces12.jpg lince-ibérico (Lynx pardinus), também conhecido pelos nomes populares lobo-rabo, gato-cerval, liberne, gato-cravo ou gato-lince, é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. Tem um porte muito maior do que um gato doméstico e o seu habitat restringe-se à Península Ibérica. Apenas existem cerca de 140 linces ibérico em liberdade em toda a Península Ibérica.
É um animal essencialmente nocturno. Por dia, poderá deslocar-se cerca de 7 km.
Os territórios dos machos podem sobrepôr-se a territórios de uma ou mais fêmeas.
Os acasalamentos, pouco frequentes, ocorrem entre Janeiro e Março e após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1 e 4 crias. O mais comum é nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados unicamente maternais durante cerca de 1 ano, altura em que se tornam independentes e abandonam o grupo familiar. Regra geral, quando nascem 3 ou 4 crias, estas entram em combates por comida ou sem qualquer motivo e acabam por sobrar apenas 2, daí os seus pequenos aumentos populacionais. Não existe dimorfismo sexual entre macho e fêmea.
Este felino habita no maqui mediterrânico . Prefere um mosaico de mato denso para refúgio e pastagens abertas para a caça (ICONA 1992). Não é frequentador assíduo de plantações de espécies arbóreas exóticas (eucaliptais e pinhais) (Palomares et al. 1991).
Como predador de topo que é, o lince ibérico tem um papel fundamental no controlo das populações de coelhos (sua presa favorita) e de outros pequenos mamíferos de que se alimenta.
O lince-ibérico só existe em Portugal e Espanha. A população está limitada a pequenos agregados dispersos (ver mapa de distribuição), resultado da fragmentação do seu habitat natural devido a factores antropogénicos. Apenas 2 ou 3 agregados populacionais poderão ser considerados viáveis a longo termo. A sua alimentação é constituída por coelhos, mas quando estes faltam ele come veados, ratos, patos, perdizes, lagartos, etc. O lince-ibérico selecciona habitats de características mediterrânicas, como bosques, matagais e matos densos. Utiliza preferencialmente estruturas em mosaico, com biótopos fechados para abrigo.O lince-ibérico pode-se encontrar na Serra da Malcata, situada entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor, integrando o sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta.
A principal ameaça resulta do desaparecimento progressivo das populações de coelhos (sua principal presa) devido à introdução da mixomatose. Apneumonia hemorrágica viral, que posteriormente afectou as populações de coelhos, veio piorar ainda mais a situação do felino.
Outras ameaças:
  • Utilização de armadilhas
  • Caça ilegal
  • Atropelamentos